IMPRESSÃO EM 3D AUXILIA CRIANÇAS DEFICIENTES

Blog - IMPRSSAO EM 3D AUXILIA CRIANÇAS DEFICIENTES-01

por Valerie Brosseau

Cada dia que passa, reforçamos que a tecnologia está presente nos mais diversos setores verticais, o que inclui a indústria, saúde e educação. Não podemos negar que, as tecnologias que nos emocionam e nos impressionam são aquelas que, muitas vezes, têm impacto direto em nossas vidas, afetando e melhorando a forma como conduzimos nossas atividades diárias. Podemos exemplificar as inúmeras maneiras pelas quais a tecnologia está envolvida nas ações mais rotineiras e pessoais. E por serem mais envolventse e com ações emocionais, podemos, com certeza dizer que estas são as que mais nos inspiram.

Uma organização voltada para a caridade, a E-Nable, se encaixa perfeitamente a esta descrição, já que ela utiliza a tecnologia para melhorar a qualidade de vida e transforma drasticamente a forma como as pessoas vivem o dia a dia. A organização se caracteriza por agregar uma rede global de voluntários que criam próteses de mãos para crianças em países em desenvolvimento por meio de  impressoras 3D. Uma tecnologia que não só melhora as habilidades das crianças assistidas, mas também fornece a uma  maioria que não tem outros recursos. A organização serve como mediadora, conectando pessoas que precisam de uma prótese de mão com alguém – empresa ou parceiro – com recursos para construir  e doar uma, que presta ajuda por meio de seus voluntários e  impressoras 3D.

No Brasil, um professor de engenharia chamado Filipe Wiltgen assumiu a missão E-Nable e atualmente é o coordenador latino-americano da instituição no país. Wiltgen já tinha uma impressora 3D e queria usar suas habilidades para ajudar os outros. Sendo área de engenharia e tendo experiência anterior no mercado, o professor tem know-how e compreensão intrínseca da funcionalidade de cada dispositivo, melhorando os projetos cada vez mais. Filipi, à medida que constrói as próteses, tem a oportunidade de melhorar e alterar os planos da E-Nable, que são de código aberto, por isso, deixa cada vez mais uma contribuição individual para a causa.

O mercado de tecnologia se mostra muito aberto aos projetos e dispositivos voltados às causas humanas, tornando a corrida para ajudar causas como E-Nable uma corrida cada vez mais acirrada. Uma movimentação que só faz a sociedade ganhar. O fato de manter uma tecnologia de código aberto permite a colaboração, crescimento e consolidação da ajuda a cada vez mais pessoas. Os responsáveis pelas próteses de mãos fazem melhorias constantes aos protótipos à medida em que novas ideias se formam para criar dispositivos mais eficientes para que as crianças tenham mais acessos.

A tecnologia é um mercado extremamente grande e lucrativo, mas quando o lucro é deixado de lado e o objetivo é ajudar outros seres humanos, coisas incríveis podem acontecer. E-Nable é um exemplo brilhante disso, uma organização que já soma aproximadamente 2.000 dispositivos dispositivos atendidos por 45 países. Um número que cresce a cada dia.

A PRESERVAÇÃO DE CULTURAS ANTIGAS COM A COMPUTAÇÃO EM NUVEM

Blog - A PRESERVA

por Valerie Brosseau

Frequentemente, pensamos na tecnologia como a antítese da arte e cultura. É fácil pensar que a urgência da tecnologia não se presta à criação árdua e cuidadosa da arte, nem da preservação do patrimônio cultural. A tecnologia é direta e progressiva. Pensamos nela no âmbito das comunicações, saúde, engenharia, etc., áreas que estão evoluindo rapidamente. A arte e a cultura se desenvolveram durante milênios, em um progresso muito orgânico. Apesar disso, estamos assistindo cada vez mais projetos criados com o cruzamento da arte, cultura e tecnologia.

Por exemplo, a computação em nuvem foi usada recentemente em um esforço para preservar a cultura na Região Autônoma da Mongólia Interior da China. A língua Mongol é falada por mais de 7 milhões pessoas e também é um dos idiomas oficiais de algumas partes da China, juntamente com Mandarim Chinês. Por ser culturalmente significativo para essa demografia, foi importante anotar e preservar o idioma, uma oportunidade perfeita para mostrar novas tecnologias para criar uma solução.

Um banco de dados foi criado contendo mais de 19 milhões de palavras e frases. O programa baseou-se na tecnologia de computação em nuvem. Essa região da China determinou que as indústrias de big data e de computação em nuvem são os principais atores no desenvolvimento da área e prevê que até 2020, estas indústrias valerão mais de 100 bilhões Yuan (14,5 bilhões US Dólares).

A computação em nuvem tem permitido a criação e armazenamento de dados da língua na Região Autônoma da Mongólia Interior da China e criou um programa que pode ser facilmente acessado com segurança. A preservação da língua Mongol é importante tanto para uma compreensão melhor da região, quanto para educação das gerações futuras, tudo isso possível graças à ajuda da tecnologia.

EM ARQUITETURA DE SOLUÇÕES PARA TIC: “NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO”?

EM ARQUITETURA DE SOLUÇÕES PARA TIC NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO-01

por Esmeraldino Junior

Navigare necesse; vivere non est necesse.

Pompeu

A lendária frase acima, em latim, é atribuída pelo historiador Plutarco ao general e político romano Pompeu (106-48 a.C.), que a teria dito para encorajar marinheiros amedrontados que se recusavam a navegar e enfrentar os perigos dos mares[1]. Desde então, a expressão “Navegar é preciso, viver não é preciso” têm sido amplamente recuperada e adaptada para os mais diversos cenários, motivando reflexões inclusive sobre atividades cotidianas.

A máxima de Pompeu permite interpretações. À primeira vista, parece indicar que, para o romano, a navegação seria naquele momento até mais importante do que o ato de viver. Porém, à medida que “preciso” seja entendido não a partir do verbo “precisar” (ter necessidade; carecer [2]), mas sim do adjetivo “preciso” (sinônimo de algo realizado com exatidão ou rigor; claro, evidente[3]), a expressão gera novas considerações: Enquanto a navegação é uma ciência exata, viver é impreciso, inexato, por vezes ambíguo e até mesmo contraditório.

Trazendo-a para a nossa realidade, também as melhores práticas em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nos demonstram que “navegar é preciso, viver não é preciso”. Se associarmos “navegar” ao trabalho de planejar ofertas (como projetos ou contratos) e “viver” com o conjunto das atividades humanas (administrativas, técnicas e operacionais) comprometidas na entrega dessas mesmas soluções ofertadas ao cliente – que, por sua vez, podem envolver contratempos, dificuldades, riscos e ousadia – talvez estejamos bem próximos da realidade que nos aguarda em nosso dia-a-dia profissional.  Neste caso, planejar é preciso, já entregar pode não ser preciso. Ainda assim, é possível (e até necessário) se preparar para as adversidades.

E se o seu projeto começar a navegar por soluções que geram transformação digital, migrando de ofertas de recursos de infraestrutura para facilidades de computação em nuvem, então quais frases seriam as mais adequadas para este momento? Quais se encaixariam dentro de sua atividade principal?

Como a célebre expressão de Pompeu não foi relacionada apenas à área de tecnologia, ao longo dos tempos, diversas pessoas, de diferentes áreas do conhecimento, também expressaram seus pontos de vista sobre o tema. Pensando nisso, relembre algumas dessas passagens e inspire-se:

Fernando Pessoa, “Palavras de Pórtico”[4]:

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

“Navegar é preciso, viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:

“Viver não é necessário; o que é necessário é criar”.

Não conto gozar a minha vida, nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser

o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;

ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue

o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

FUVEST/1997[5]:

“‘Navegar é preciso, viver não é preciso’. Esta frase de antigos navegadores portugueses, retomada por Fernando Pessoa, por Caetano Veloso e sabe-se por quantos mais citadores ou reinventores, ganha sua última versão no âmbito da Informática, em que o termo navegar adquire outro e preciso sentido. Na nova acepção, em tempos de Internet[6], o lema parece mais afirmativo do que nunca. Os olhos que hoje vagueiam pela tela iluminada do monitor já não precisam nem de velas, nem de ventos, nem de fados: da vida só querem o cantinho e um quarto de onde possa o mundo flutuar em mares de virtualidades nunca dantes navegados.”.

João Kon, “Planejar é preciso, criar não é preciso, porém…”[7]:

Segundo João Kon, “A experiência de longa data de atuação na área de criatividade, através de seminários, palestras, assessoria a empresas, etc. – tornou  possível a redação de artigos que abordam diferentes facetas da criatividade. Uma nova questão a ser agora abordada, fonte de alguma controvérsia, principalmente na área de Recursos Humanos, diz respeito à relação entre Criatividade e Planejamento.”. O autor informa que enfatiza em algumas palestras, que incluem especialistas e alunos de Administração Pública que, “para atingir determinados objetivos, é necessário que se faça um planejamento adequado, embora provavelmente seu desenvolvimento não acontecerá conforme o previsto”. Por isso, seria imprescindível o planejamento. Afinal, segundo ele, “É a maneira pela qual é possível intervir em momentos adequados quando o plano sofre desvios, de modo a corrigir o rumo ou mesmo mudar os objetivos. Planejar é fundamental porque com planejamento são definidas metas, caminhos e um ponto de chegada. Conforme o conhecido ditado popular chinês: ‘não há ventos favoráveis para quem não sabe aonde quer chegar’”.

Conforme João: “(…) planejamento e criatividade não são excludentes. Muito pelo contrário, constituem um somatório de valores construindo juntos novas alternativas, mesmo correndo altos riscos. Assim, inspirado em Pompeu e Fernando Pessoa, bem como na ambiguidade do sentido da palavra ‘preciso’, a nova proposta é: Planejar é preciso, criar não é preciso, porém é preciso criar. ”.

Maria de Lourdes Netto Simões, “Viajar é preciso? ”[8]:

“Lembrando navegadores antigos, disse Fernando Pessoa: navegar é preciso, viver não é preciso. E retomou a frase gloriosa, pensando na sua própria razão de viver, daí ter afirmado: viver não é importante, o importante é criar (pórtico de Mensagem). E a sua obra aí está para testemunhar a sua certeza. Valendo-me da ideia, eu pergunto: viajar é preciso? Distanciada daqueles navegadores antigos, pelo tempo e pela tecnologia, mas próxima deles pela curiosidade sobre o desconhecido, sobre o conhecimento do outro, sobre a surpresa e o encantamento da viagem, reponho a assertiva, reformulando a sua segunda parte, pela afirmativa: Viver é preciso! Então, à luz do pensar antigo, poderia raciocinar: se viver implica conhecer, conhecer implica navegar.”.

Elimar Silva Melo, “Navegar é preciso, viver não é preciso”:

Elimar Silva Melo acredita que todos nós somos testemunhas de que, embora filhos de uma mesma família sejam criados (“navegar é preciso…”) e educados da mesma maneira, até na mesma escola, com as mesmas possibilidades e mesma atenção (ou ainda desatenção) dos pais, o resultado pessoal e profissional destes pode ser completamente diferente. Segundo ele, isso ocorre porque “viver não é preciso” e não há garantias nem fórmulas de sucesso. Sabemos, por exemplo, que se não tomamos determinados cuidados com a saúde, critérios na educação, até escolha da escola e nos atentamos para as companhias de nossos filhos, a sua integridade física e moral pode estar ameaçada, agora ou mesmo no futuro. Assim sendo, o que podemos fazer é prevenir e prepará-los, ou seja, educá-los. Afinal, educar é preparar as novas gerações para os desafios que a vida impõe, com olhos nas mudanças e alternativas que eles, possivelmente, enfrentarão no futuro.

[1] Disponível em: <http://www.uc.pt/navegar/>. Acesso em: mai. 2017.

[2] Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=precisar>. Acesso em: mai. 2017.

[3] Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=preciso>. Acesso em: mai. 2017.

[4] Nota publicada pela primeira vez na primeira edição do volume “Fernando Pessoa – Obra Poética”. PESSOA, Fernando. Obra poética. Organização, Introdução e Notas de Maria Aliete Galhoz. Rio de Janeiro: Companhia José Aguilar Editora, 1965.

[5] Disponível em: <http://www.fuvest.br/vest1997/provas/prv1fk14.stm>. Acesso em: mai. 2017.

[6] No Brasil, o acesso público à Internet só se deu a partir de maio de 1995.

[7] Disponível em: <http://www.facilita.com.br/facartigo_planejar.htm>. Acesso em: mai. 2017.

[8] Disponível em: < http://www.uesc.br/icer/artigos/viajarepreciso.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

IT OPERATIONS ANALYTICS, O QUE SÃO?

Blog - IT OPERATIONS ANAYTICS, O QUE SÃO-01

por Antonio Fonte

As constantes mudanças e a crescente complexidade no hardware e software de um Data Center típico acabam dificultando os processos e, em alguns casos, tornam quase impossível identificar a causa-raiz dos problemas operacionais.

Simultaneamente, espera-se dos profissionais que operam os Data Centers e lidam com uma infinidade de métricas de redes e de arquivos de logs, que implementem soluções, de preferência automatizadas, rápidas e eficazes, para os problemas de desempenho e interrupções, bem como para identificar e resolver problemas potenciais antes que os processos de negócios sejam afetados.

Com o advento da Big Data, a operação de TI começou a usar esta disciplina para coletar e transformar a enorme quantidade de dados operacionais em informações relevantes e úteis para atender a demanda descrita e, com isso, surgiu IT Operations Analytics ou simplesmente ITOA.

ITOA

ITOA é, portanto, o uso de fundamentos e tecnologias de Big Data para coletar e correlacionar dados, identificar padrões e determinar causas raiz de problemas para a tomada de decisões informadas sobre operações e serviços de TI.

Ambientes de TI de médio e grande porte geralmente usam ferramentas de monitoramento de desempenho de rede (NPM) e de monitoramento de desempenho de aplicativos (APM). Mas, para identificar o problema que está afetando o desempenho do sistema ou o problema de infraestrutura que está impedindo o acesso a um aplicativo, os profissionais de operação de TI precisam saber o que está acontecendo nessas duas áreas: redes e aplicativos.

Para fazer isto o mais rápido possível, as aplicações de ITOA removem a maioria ou totalidade dos processos manuais envolvidos na correlação de alterações de infraestrutura com o desempenho dos aplicativos, reúnem dados automaticamente para fornecer uma visão em tempo real da performance e identificam anomalias e padrões para simplificar a resolução de problemas.

Como as aplicações de ITOA também fornecem análises preditivas, apontam desvios da normalidade e indicam tendências, os profissionais da operação podem melhor gerenciar recursos, evitar picos de demandas, identificar e resolver proativamente problemas antes que afetem usuários ou a empresa com gargalos e lentidão. Ou pior que este cenário, que culmine com a interrupção de serviços.

Como ITOA funciona

O software ITOA pode ser instalado localmente ou como SaaS (Software as a Service) num provedor de nuvem para coletar e armazenar dados estruturados ou não estruturados dos serviços em tempo real, incluindo sistemas operacionais, hypervisors, dispositivos de redes, sensores, aplicativos, bancos de dados, dispositivos etc. para em seguida normalizá-los e transformá-los em informações utilizáveis.

Tais informações podem incluir diferentes tipos de KPIs, como conexões de rede ativas, utilizações de CPU, padrões de uso de aplicativos, métricas de resposta do usuário, etc.

Muitas ferramentas ITOA “aprendem” o que é normal para um sistema, rede ou ambiente, criam linhas de base, identificam padrões e detectam anomalias em dados de logs e métricas de rede.

Finalmente, o software de análise de operações de TI envia alertas para um console de gerenciamento em tempo real sempre que um KPI excede um limite ou desvia-se de uma norma esperada, recomendando e priorizando ações para permitir que os administradores se concentrem nos problemas mais críticos para lidar com os de menor risco quando o tempo permitir.

ITOA ainda está evoluindo e não há um modelo padrão contra o qual avaliar as diversas ofertas do mercado. Portanto ao avaliar os diversos softwares de ITOA, leve em consideração:

Coleta e relatórios multi domínios

Uma ferramenta abrangente de análise de operações de TI deve ser capaz de pesquisar e coletar dados em tempo real em toda a infraestrutura da organização – física, virtual e em nuvem. Essas informações devem ser automaticamente correlacionadas com eventos por grupos de aplicativos, de usuários, de computadores e assim por diante, fornecendo alertas e relatórios acionáveis para solucionar problemas de desempenho e disponibilidade.

Estabelecimento de linhas de base

A ferramenta deve ter a capacidade de estabelecer linhas de base de sistema, rede ou ambiente a partir de dados de tendências históricas.

Análise automática de logs e análise preditiva

Isso inclui detecção automatizada de anomalias e análise comportamental baseada em “machine learning”. A análise preditiva usa comportamento de autoaprendizagem a partir de eventos passados para prever quando os problemas podem ocorrer no futuro ou para prever as tendências futuras para uso em planejamento de capacidade e alocação de recursos.

Escalabilidade

Se o volume de dados aumenta, o software ITOA deve ser capaz de lidar com a nova carga sem qualquer tempo de inatividade. Idealmente, o software ITOA deveria ter a permissão para ser instalado e entrar em funcionamento em minutos ou horas, ao invés de dias ou semanas. Os painéis devem ser claros, concisos e personalizáveis, permitindo solução eficiente de problemas e análises de causas raízes.

Para informações sobre ITOA e como o Grupo Cimcorp pode ajudar sua empresa a selecionar e implementar uma solução ITOA consulte um Executivo de Contas ou Arquiteto de Soluções de nossa equipe.

AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO NO NOSSO SEGMENTO

Blog - AS PRINCIPAIS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO NO NOSSO SEGMENTO-01

por Antonio Fonte

O segmento de TI e as principais oportunidades de negócio

Companhias como o Grupo Cimcorp representam um segmento importante e ultracompetitivo da economia, responsável por parte significativa do faturamento global de TI&C em que a busca constante de novas oportunidades é o principal fator de desenvolvimento de negócios.

Analistas, jornalistas e revistas especializadas que seguem as estratégias deste segmento de mercado mostram que as mais importantes oportunidades de crescimento atuais são:

CLOUD COMPUTING

Embora as tradicionais objeções ao uso de Clouds tenham praticamente desaparecido e até mesmo as aplicações, missão crítica, tenham migrado para esta plataforma, existe uma nova objeção por parte de muitas empresas quanto à dependência de operar com um único fornecedor de nuvem. Esta oposição, no entanto, tem sido satisfatoriamente respondida pela emergência da oferta de Multicloud Management Services que, ao lado das ofertas mais tradicionais, como por exemplo Cloud Migration Services, continuam a gerar novas oportunidades de negócio.

CYBERSECURITY
Cybersecurity é um tema que aparece com frequência entre as principais oportunidades de mercado para as companhias que comercializam produtos e serviços de TI&C. Isso acontece na mesma proporção em que a persistência e sofisticação dos ataques virtuais não mostram sinais de diminuição. Portanto, para conter esta ameaça crescente, muitas organizações começam a estruturar as Security Operations Centers (SOC), como ponto focal, usando suítes de softwares para prevenir e planejar/ executar respostas coordenadas e, se possível, automatizadas contra os ataques.

AUTOMAÇÃO DAS OPERAÇÕES USANDO FERRAMENTAS ANALÍTICAS

 A Operação de TI lida frequentemente com problemas operacionais, cujo diagnóstico requer monitorar todas atividades e alertas indicativos de falhas futuras ou de ataques premeditados, usando ferramentas de software e processos projetados para perceber a deterioração no desempenho de aplicações/ serviços, e comandar reparos por especialistas.

Esta abordagem requer o envolvimento de mão de obra especializada, ferramentas que o mercado começa a perceber como sendo caras, aliadas ao tempo, nem sempre disponível, entre a detecção e o reparo. O uso de ferramentas analíticas, IT Operations Analitics ou ITOA, para descobrir padrões indicativos da emergência de problemas nas operações de IT possibilitam a correção proativa antes que erros ou ataques impactem o sistema ou aplicações.

O AMANHÃ HOJE

Blog - O AMANHÃ HOJE-01

por Leandro Freitas

Já parou para pensar sobre viver no futuro que esperamos? Sempre se ouviu falar que o Brasil está atrasado tecnologicamente em relação a países como Japão, Estados Unidos, Dinamarca, entre outros, e isso é fato.

Observando a contribuição desses países, vemos claramente que vivemos um  futuro muito, muito promissor. Se você duvida, aqui alguns exemplos:

1 – A empresa Waverly Labs criou um kit de “fones de ouvidos” que traduzem em tempo real o que você ouve, disponível até o momento em inglês, francês, português, espanhol e italiano.

Após  visitar o site (http://www.waverlylabs.com/pilot-translation-kit/), você vai se perguntar sobre qual a necessidade de estudar um novo idioma.

2 – A Universidade da Califórnia esta desenvolvendo uma nanopartícula anticancerígena chamada nanoporphyrin, que é capaz de diagnosticar e tratar tumores sem agredir o paciente.

A notícia foi divulgada pelo portal Olhar Digital (http://olhardigital.uol.com.br/noticia/cientistas-usam-nanotecnologia-para-tentar-curar-cancer/43793).

Com estas informações, entendemos que se comparamos o avanço tecnológico desses países com o do Brasil, certamente teremos a impressão de estarmos no passado. Isso tem o lado bom e o lado ruim.

Focando no lado bom, mesmo porque o lado ruim não interessa a ninguém, se olharmos para fora do Brasil nos vemos no futuro. E se olharmos especificamente para lugares como os Estados Unidos, a Singularity University, e/ou o Vale do Silício, nos deparamos com um futuro inimaginável para os nossos padrões e isso é fantástico, pois podemos utilizar essa observação do futuro para antecipar e nos posicionarmos quanto aos acontecimentos que um dia serão realidade no Brasil.

Olhando para fora, nos deparamos com teorias, técnicas, procedimentos, planos de negócios, tendências já validadas e testadas, podendo utilizá-las e incorporá-las à realidade brasileira com o nosso tão famoso “jeitinho”, me refiro aqui ao nosso jeitinho de assumir riscos, de nos aventurar em lugares inexplorados e, com isso, desenvolver mercados antes inimagináveis para a nossa realidade.

É esse o futuro que está bem diante dos nossos olhos. Com o foco certo, conseguiremos antecipar e criar tendências, criar novos mercados e aplicá-los aqui em terras tupiniquins.

SOBRE REDES VIRTUAIS E SUA APLICABILIDADE

Blog - SOBRE REDES VIRTUAIS E SUA APLICABILIDADE-01

por Fábio Tenório

Redes lógicas virtuais, são separadas do hardware de rede para garantir que a rede possa integrar-se melhor e suportar cada vez mais ambientes virtuais. Ao longo da última década, as organizações têm adotado tecnologias de virtualização a uma taxa acelerada. A virtualização de rede abstrai conectividade de rede e serviços que tradicionalmente são entregues via hardware em uma rede virtual que é separada e é executada independentemente em cima de uma rede física em um hypervisor. As Redes Virtuais agregam serviços como: Serviços de comutação (Switching), roteamento e serviços básicos de balanceamento de carga e firewall para dados entre máquinas virtuais a partir do hypervisor. As Redes Virtuais ajudam nos desafios de rede nos data centers atuais, posibilitando as organizações programar e provisionar a rede de forma centralizada, sob demanda, sem ter que tocar fisicamente na infra-estrutura subjacente. Com o redes virtuais, as organizações podem simplificar o modo como elas implantam, dimensionam e ajustam cargas de trabalho e recursos para atender às necessidades de evolução computacional, tecnológica.

As Redes virtuais tem sido proposta como base de um novo paradigma para os ambientes computacionais no formato tradicional. Neste conceito, um roteador físico (equipamento usado para conectar diferentes redes de computadores entre si), é compartilhado por diferentes roteadores (por software) virtuais. Desta forma, um servidor pode ser usado para compartilhar diferentes roteadores virtuais com os seus próprios sistemas operacionais, e cada um executando em paralelo a sua própria pilha de protocolos. Portanto, a virtualização possibilita um novo conceito em redes que traz inúmeras inovações. Podemos criar redes virtuais com pilhas de protocolos diferentes, o que permite que elas coexistam sem interferirem umas com as outras.
O isolamento e o desempenho são características fundamentais em um ambiente
de redes virtuais. O isolamento garante que as redes operem de forma independente, o que é primordial para a segurança nos ambientes virtualizados, porque impedem que alguns roteadores virtuais maliciosos ou com falhas, interfiram no funcionamento das demais redes virtuais. O desempenho no encaminhamento de pacotes também é importante, porque a maior flexibilidade provida pelos roteadores virtuais não deve implicar em uma redução nas taxas de encaminhamento.

Segurança nos Datacenters

A abordagem padrão para a segurança dos datacenters, enfatiza que obrigatoriamente  temos que ter um forte perímetro de proteção para manter ameaças no exterior da rede. Contudo, este modelo apresentou-se Ineficaz para lidar com novos tipos de ameaças, incluindo ameaças persistentes avançadas e ataques coordenados. O que é necessário é um modelo melhorado para a segurança do centro de dados: Que assume que as ameaças podem estar em qualquer lugar e provavelmente estão em toda parte, então sugere a micro-segmentação, provida pelas redes virtuais, que oferece a agilidade operacional em um moderno Datacenter definido por software.

Descrição entre dos maiores players: Cisco x Vmware

VMware NSX

O VMware já virtualiza seus servidores, então por que não virtualizar a rede também? O NSX integra segurança, gerenciamento, funcionalidade, controle das Maquinas virtuais e uma série de outras funções de rede diretamente em seu hypervisor. A partir daí, você pode criar uma arquitetura de rede inteira a partir de seu hypervisor. Isso inclui serviços de rede Camadas 2, 3 e até camadas 4-7. Você pode até mesmo criar arquiteturas lógicas distribuídas completas abrangendo serviços camadas 2-7. Esses serviços podem então ser provisionados programaticamente como VMs são implantados e como os serviços são necessários dentro dessas VMs. O objetivo do NSX é dissociar a rede do hardware subjacente e apontar serviços de rede completamente otimizados para a VM. A partir daí, a micro-segmentação torna-se uma realidade, maior continuidade da aplicação e até integração com mais serviços de segurança.

Cisco Application Centric Infrastructure (ACI)


Em um nível muito alto, ACI cria uma integração entre elementos físicos e virtuais. Ele usa um modelo operacional comum baseado em políticas em elementos de rede e segurança ACI-ready. O gerenciamento centralizado é feito pelo controlador de infra-estrutura da diretiva de aplicativo Cisco, ou APIC. Ele expõe uma API direcionada através de XML e JSON e fornece uma interface de linha de comando e GUI que usam essa API para gerenciar o Fabric. A partir daí, as políticas de rede e as topologias lógicas, que tradicionalmente ditam o design de aplicativos, são aplicadas em vez disso com base nas necessidades da aplicação.

Fábio Tenório é Arquiteto de Soluções do Grupo Cimcorp em Recife.

A IMPORTÂNCIA DO CYBER SECURITY

por Marcelo Rito

Atualmente o assunto sobre Cyber Security vem sendo discutido mais abertamente e com mais intensidade tanto no meio governamental quanto nos setores empresariais. Recentemente, na última edição do Fórum Econômico Mundial (na Suíça), foi apresentado que os crimes cibernéticos estavam liderando a lista de riscos mais nocivas do mundo.

 

Os cyber ataques crescem exponencialmente no mundo inteiro e com isso vêm virando assunto de destaque ao redor do globo, preocupando governos, bolsas de valores e, inclusive, a ONU. 

 

Estamos sendo testemunhas de um tempo que para sobrevivermos, precisaremos ser Faster & Faster e, para isso, contamos com tecnologias de saque rápido ao alcance das mãos e, mais do que isso, precisamos estar conectados ao resto do mundo, se tornando uma questão de sobrevivência. E, como tudo isso é muito novo, poucos sabem realmente ou tem experiência com a segurança digital, o que torna bastante atraente e interessante a prática dos crimes cibernéticos. 

 

Não pensem que esse é o fim do mundo, lembrem-se que a Internet das Coisas (IoT) está só agora sendo difundida e com ela vem a falta de experiência e os riscos crescerão ainda mais e estarão cada vez mais conectados as nossas vidas.

Marcelo Rito é Solution Architect no Grupo Cimcorp. É pós graduado em Cyber Security e especialista em Soluções de Segurança. Atua na área de segurança e infraestrutura desde 1998. Atuou em grandes projetos de segurança, como na Telefônica/VIVO (Todo o Brasil), CEF – Caixa Econômica Federal(São Paulo-SP e Brasília-DF), Supermercado SONDA(São Paulo-SP), SEE-PE Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, PRODEB – Cia de Processamento de Dados do Estado da Bahia, ALBA – Assembléia Legislativa da Bahia, entre outros.

 

BUSINESS BLOCKCHAIN E CADEIAS DE NEGÓCIOS

por Antonio Fonte

Na atualidade, as cadeias de negócios (fornecedores de insumo, produtores, distribuidores, consumidores, financiadores, prestadores de serviço pós venda, etc) permitem transacionar qualquer coisa material ou imaterial que possa ser possuída ou controlada com a finalidade de gerar valor e riqueza.

As transações entre membros da cadeia de negócio são usualmente registradas em livros físicos ou virtuais (“ledgers”) dos participantes na transação.

Fundamental para o bom funcionamento das cadeias de negócios é o estabelecimento da CONFIANÇA (TRUST) entre as partes de cada transação e isto é feito atualmente por intermédio de cartórios, emissores de cartas de fiança, emissores de carta de crédito, concessão de linhas de crédito, etc.  com a desvantagem do aumento do custo da transação, idem do tempo, e da limitação aos casos onde os mecanismos de CONFIANÇA possam ser eficientemente estabelecidos.

Com o BUSINESS BLOCKCHAIN transações seguras, autenticadas, verificáveis e com PRIVACIDADE geram um LIVRO com registros imutáveis COMPARTILHADO com todos membros da cadeia de negócio, onde também estão definidos SMART CONTRACTS (condições negociais previamente acordadas sob as quais as transações automaticamente ocorrem) e com CONSENSO (todas partes concordam com as transações verificadas pele Rede). Tudo isto gera mais eficiência, menor custo e abrangência de uso.

No presente estado da arte o BUSINESS BLOCKCHAIN não é adequado para aplicações onde inexistam cadeias de negócios e não é substituto para aplicações de replicação de bases de dados, aplicações transacionais de alta performance, ou de mensageria.

Antonio Fonte, sócio fundador da Cimcorp, ajudou estruturar diversos negócios de TI e comércio internacional bem como participou ativamente na comercialização dos sucessivos modelos da informática corporativa (Mainframes, Client Server e 3ª Plataforma) durante sua carreira como analista de sistemas, vendedor, executivo e empreendedor. Atualmente Fonte tem especial interesse em tecnologias de HPC, Comércio Eletrônico e Blockchain.