A VIRTUALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO E OS BENEFÍCIOS GERADOS

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*Fonte Canal Westcon

O grande  desafio da virtualização na área da educação é o aprimoramento do estudo à distância, que hoje faz parte de um paradigma convencional do processo de estruturação no mundo contemporâneo. Como se trata de um movimento recente, as justificativas teóricas atuais não são suficientes para mudar a mente dos tradicionalistas. Seguindo o mesmo movimento, a prática das atividades educacionais está mudando e convencendo não só acadêmicos, mas, principalmente, estudantes.

Diante desta nova percepção da educação no mundo moderno, também devemos levar em consideração o investimento necessário com tecnologia para, entre outras ações, conectar salas, secretárias, professores, orientadores e alunos em um só ciclo.

Sistemicamente, este é um processo razoavelmente fácil. Simplificando, trata-se de um sistema dentro do outro. É possível abrir uma distribuição do Linux no Windows e rodá-lo como um software, ou instalar um aplicativo de Windows, como por exemplo o Photoshop, dentro do Linux, ou até mesmo atrelado à outras plataformas virtuais. Devido essa “facilidade”, se tornou possível planejar e ter acesso às salas interativas online, que levam em consideração o quesito mobilidade, e que permitem o controle de presença e acompanhamento de aulas com um custo praticável.

Um bom exemplo de um case de sucesso envolvendo o ensino virtualizado é a Educação a Distância (EAD), um mercado em ascensão, com grandes oportunidades para ser desbravado. Tudo isso porque entende—se que estar antenado às novas tecnologias é o motor propulsor para o crescimento e disseminação das novas culturas e a questão tempo, cada vez mais está ligado a um valor imensurável.

O uso da virtualização tanto no setor de educação, como em todos os outros, tem prós e contras. Ter acesso à conteúdos mais dinâmicos, interativos e que levam até mais entretenimento compõe os itens positivos da modalidade. No entanto,  é preciso ficar atento, esta dinâmica moderna pede maior atenção e monitoramento por parte dos educadores, já que a internet proporciona infinitas possibilidades e proporciona enorme fascínio nos alunos. Os professores também são ponto focal, eles precisam estar extremamente atualizados, criativamente e dentro dos segmentos tecnológicos para atenderem os alunos que, cada vez mais se antecipam às tendências. Importante reforçar que os educadores são e continuarão sendo os maiores facilitadores neste processo de adaptação ao uso da tecnologia em favor da educação, isso porque eles são os detentores de todos os conceitos e conhecimentos que envolvem o setor.

A MULHER NA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Blog - A MULHER EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO-01

 

A carreira de desenvolvedor de softwares é a mais rápida da América Latina. Até 2019, prevê-se que haverá uma escassez de 450.000 profissionais de tecnologia da informação e que até 2025 a região precisará da experiência de 1.25 milhões de pessoas do ramo. Apesar da importância deste campo e do crescimento impressionante que está exibindo, as mulheres são ainda subaproveitadas.

Um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento publicado em 2014 fala sobre este problema. Foi relatado que na América Latina, 60% dos diplomados de instituições de ensino de graduação eram mulheres, no entanto, em campos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), essa porcentagem é reduzida para 36%. Existe uma dificuldade notável para envolver as mulheres no campo da tecnologia e obstáculos ainda maiores para ajudá-las a atingir posições de liderança. Os entraves que as mulheres enfrentam no mundo da TI não são diferentes do que enfrentam na vida cotidiana. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe forneceu uma estimativa de que 40% das mulheres nesta área sofreram violência de gênero em algum momento de suas vidas. Esta discriminação está presente na maioria dos campos, mas é particularmente marcada neste segmento.

O futuro das mulheres na tecnologia, no entanto, acena para uma grande melhoria. Várias organizações estão se preocupando em alocar mulheres na indústria de TI e aproveitar esta base de talentos pouco apreciada. Elas estão trabalhando juntas para incentivar que pessoas do gênero feminino aprendam as habilidades necessárias para serem imprescindíveis em altos cargos de TI. A Laboratoria é uma empresa social que opera no Peru e no Chile oferecendo cursos de codificação para jovens de 18 a 35 anos. O programa tem uma taxa de colocação de 70% em relação a empregos de TI e já formou mais de 400 mulheres. A ThoughtWorks, cuja sede na América Latina está localizada no Brasil, é uma empresa especializada na produção de software inovadores e aplicações personalizadas. Esta empresa compartilha o desejo de ver as mulheres participarem mais ativamente do mundo de TI, ajudando a integrá-las na força de trabalho e colocando grande ênfase na diversidade dentro da organização. Entre 2010 e 2015, o número de mulheres que ocupam funções tecnológicas na empresa aumentou de 17% para 32%. O Diretor de Tecnologia também presta consultoria para várias organizações que querem se engajar no aumento da mulher em ambientes de TI.

Apesar da resistência que as mulheres têm sofrido no campo da tecnologia da informação, estão sendo tomadas medidas para aproveitar ao máximo os talentos e habilidades que elas possam contribuir para a força de trabalho. Muito progresso ainda precisa ser feito, mas diversas organizações estão preparando o caminho para isso.

SOFTWARES PIRATAS X SOFTWARES LICENCIADOS

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É impensável distanciar o mundo corporativo de hoje do uso de softwares. Seja para a administração de funcionários, vendas ou custos, elaboração de apresentações e até mesmo criação de layouts para comunicados, os programas estão cada vez mais intimamente conectados à vida do trabalhador moderno. Com a função de ajudá-los nas tarefas diárias, isso porque estas ferramentas otimizam o tempo do colaborador, aumentando a produtividade e a assertividade do trabalho desenvolvido.

Porém, de acordo com pesquisas recentes, a maior parte das companhias ainda utilizam softwares ilegais, os chamados “piratas”. O que muitos não sabem é que esse uso pode causar vários danos para os equipamentos, ocasionando perdas significativas para as empresas.

Utilizar softwares não licenciados expõe as empresas a um risco maior dentro do cenário de ataques cibernéticos. Como a versão “pirata” não é assegurada pela fabricante, ela pode transferir para os equipamentos diversos vírus e malwares, seja no momento da instalação ou na execução.

Nesta situação, com o parque tecnológico infectado, além da necessidade do alto despendimento de recursos financeiros para consertá-lo, há a diminuição da produtividade do trabalhador, bem como aumento do tempo de inatividade do mesmo. Isso não ocorre com as ferramentas licenciadas, que possuem garantia do fornecedor, também apresentam um suporte técnico capaz de responder, tanto questões de navegabilidade, quanto questões funcionais do produto.

Outro ponto que evidencia a superioridade da utilização do software licenciado é a impossibilidade de atualização da ferramenta com novas versões. A versão ilegal não permite com que o usuário faça download da versão mais recente. E, por fim, a ferramenta não autorizada foge com os direitos autorais e intelectuais, portanto, o acesso à mesma se configura como crime, podendo levar o usuário e a empresa que a utiliza para a cadeia.

Apesar do custo da ferramenta licenciada ser mais elevado, entendemos que ela possibilita uma série de economias para a empresa, poupando manutenção dos equipamentos e aumentando a produtividade do funcionário. Os produtos oficiais ganham benefícios com a evolução da tecnologia, principalmente, com a computação em nuvem, que permite com que usuários consigam acessar arquivos de diferentes devices. Mais uma vez, os softwares piratas devem ficar de fora…

O Futuro e “Os Jetsons”

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por Valerie Brosseau

No contexto do progresso altamente relevante que a tecnologia vem sofrendo, é fácil olhar para trás sobre o que anteriormente esperamos do futuro. Uma boa forma de comparação entre nossas expectativas e a realidade é a análise da cultura popular. Filmes, TV e literatura muitas vezes preveem ou sonham sobre o que o futuro irá trazer em termos de tecnologia. E, desta forma, podemos olhar para trás em mídias publicadas e criadas anos atrás para ver se cumprimos as previsões.

Uma escolha óbvia para este tipo de exercício é o desenho animado dos anos 1960 “Os Jetsons“. Este desenho divertido e atraente encontrou um lugar no coração das gerações e tornou-se uma maneira encantadora de pensar sobre o futuro e como ele seria. Criado por Hanna Barbera e exibido pela primeira vez em 23 de setembro de 1962, “Os Jetsons” tem agora 55 anos. O show foi concebido durante a era da Space Race, quando houve um forte impulso para ser o líder em capacidade de voo espacial. Isso é evidente nos avanços tecnológicos aparentemente exagerados que a família Jetson vive todos os dias.

Mas realmente esse mundo é tão exagerado assim? Podemos olhar para trás sobre as principais características da vida diária da família Jetsons e compará-las com o que está disponível hoje. Um exemplo disto é a personagem Rosie, a empregada robô da família. Os robôs disponíveis para nós hoje podem não ter tanta personalidade ao ponto de serem consideradas parte da família, mas eles existem. O robô Asimo da Honda é um bom exemplo, sendo o robô mais avançado até hoje. Ele é capaz de caminhar, falar e interagir com humanos. Há também hotéis no Japão e na Califórnia usando robôs como mordomos e operários. E, claro, um pouco mais mundano, mas bastante práticos, são robôs de limpeza como o Roomba.

Provavelmente a forma mais preditiva de tecnologia que ajuda os Jetsons em suas atividades diárias é o uso onipresente de telas e dispositivos de comunicação. Neste mundo, a conexão constante e instantânea que eles têm um com o outro por meio de dispositivos de comunicação é bastante parecida com a tecnologia que temos hoje. O desenho previu o Skype e o Facetime, com o uso onipresente da comunicação de vídeo em uma variedade de equipamentos diferentes. Nosso mundo móvel de informação e comunicação se assemelha a muitas maneiras pelas quais os Jetsons consomem informações. Relógios exibindo vídeos, tablets apresentando as últimas notícias; em 2017, isso certamente parece familiar. Poderíamos até dizer que superamos a previsão do desenho em termos de dispositivos móveis e de comunicação, que passaram a ser parte fundamental de nossas vidas.

Vários aspectos tecnológicos do desenho ainda não estão disponíveis para nós, como viagens espaciais para a lua e carros voadores. Porém, o que é mais notável sobre “Os Jetsons” é o uso mais rotineiro da tecnologia e quanto isso se assemelha muito aos nossos hábitos hoje.

O ESTADO DA ARTE EM IMPRESSÃO 3D

Blog - O ESTADO DA ARTE EM IMPRESSÃO 3D-01

por Antonio Fonte

Recentemente, Valérie Brosseau chamou nossa atenção para o uso social da impressão 3D e para o belíssimo trabalho que a E-nable.org realiza com esta tecnologia.

Apesar desta emocionante aplicação, a impressão 3D ainda está longe de causar um impacto maior na economia e vida das pessoas por 2 motivos principais: baixa velocidade de produção, que pode chegar a horas em objetos mais complexos, e o limitado conjunto de materiais que podem ser usados como matéria prima.

Os que presenciam estes equipamentos em ação notam que o objeto 3D é produzido pela deposição de finas camadas em cima de finas camadas de material plástico pulverizado através do “cabeçote de impressão”, num processo denominado “estereolitografia”. Ele também usa luz UV para ligar quimicamente e endurecer o plástico, processo este que é inerentemente lento.

Existe, no entanto, uma startup denominada CARBON, que virou o processo de impressão 3D de ponta cabeça e já recebeu cerca de USD 220 milhões em investimentos. Na CARBON, o processo de estereolitografia é feito projetando sucessivas imagens com luz UV pelo cabeçote de impressão em cima de um banho de material plástico de onde cresce e aparece o objeto “impresso”.

Este processo é mais rápido do que o anteriormente descrito e já tem sido usado industrialmente por várias empresas. Ele foi livremente inspirado, de acordo com os inventores Joseph DeSimoni e Alex Ermoshkini, pela cena do filme O Exterminador do Futuro 2 na qual o robô humanoide T-1000 surge de uma poça de um material liquido metálico.

BRASIL APONTA CRESCIMENTO EXPONENCIAL NO SETOR DE ENERGIA

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O setor de energia do Brasil é afetado por muitas variáveis e analisar o futuro desta indústria pode ser um desafio. As ramificações das tendências políticas e econômicas têm grande alcance e as previsões, em alguns pontos, podem ser difíceis. No entanto, vários fatores apontam para o fato de que o Brasil poderia ter um crescimento significativo no setor de energia solar, apesar dos desafios que esse campo enfrenta.

Atualmente, o país depende entre 70% e 80% da produção de energia hidráulica. Além disso, a expansão da indústria de energia solar é dificultada por políticas rigorosas e uma estrutura tributaria extremamente complexa e restritiva. Além disso, a demanda de energia do país sofreu queda por conta, principalmente, da recessão econômica enfrentada pela população.  Por isso, muitos contratos de energia solar assinados nos últimos anos tiveram que ser cancelados. Quando comparado a outros líderes da indústria solar, o Brasil ainda precisar dar grandes passos.

Em contraste com o ambiente político brasileiro, a China possui regulamentações governamentais incrivelmente favoráveis que permitem o crescimento nesta área com foco em trazer energia renovável para as regiões mais remotas do país. Quando comparado a um país como Bangladesh, que é 50 vezes menor, o Brasil tem um número muito limitado de painéis solares instalados nas casas e edifícios espalhados pelo território. Bangladesh possui 1,5 milhão de painéis solares em comparação aos 10.000 instalados no Brasil.

Apesar destas falhas, o Brasil tem o potencial e a pode mostrar um crescimento incrível neste setor. Desde a década de 1990, o custo dos painéis solares diminuiu 60%; isso é algo que o Brasil pode e já começou a capitalizar. De 2014 a 2015, a energia solar no país aumentou quatro vezes. Este é apenas o começo, visto que a capacidade de expansão do país no setor de energia solar é incomparável. Brasil é o lar de recursos que promovem o ambiente perfeito para a energia solar. Estando localizado principalmente nos trópicos, possui vastas extensões de terra colocadas na área geográfica perfeita, recebendo cerca de 3.000 horas de luz solar por ano, mais do que a maioria dos outros países da região.

Entender o futuro da indústria solar no Brasil exige observar as circunstâncias políticas, econômicas e ambientais em que o país se encontra. Isso revela muitos obstáculos, no entanto tendências e variáveis indicam que Brasil será capaz de superar estes e mostrar crescimento incrível nesta indústria. De acordo com um relatório produzido pela Bloomberg, o Brasil é projetado tem capacidade para trabalhar 20% baseado em energia solar até o ano 2040. Isso parece altamente possível, mas depende do apoio do governo para a alocação correta de recursos.

IMPRESSÃO EM 3D AUXILIA CRIANÇAS DEFICIENTES

Blog - IMPRSSAO EM 3D AUXILIA CRIANÇAS DEFICIENTES-01

por Valerie Brosseau

Cada dia que passa, reforçamos que a tecnologia está presente nos mais diversos setores verticais, o que inclui a indústria, saúde e educação. Não podemos negar que, as tecnologias que nos emocionam e nos impressionam são aquelas que, muitas vezes, têm impacto direto em nossas vidas, afetando e melhorando a forma como conduzimos nossas atividades diárias. Podemos exemplificar as inúmeras maneiras pelas quais a tecnologia está envolvida nas ações mais rotineiras e pessoais. E por serem mais envolventse e com ações emocionais, podemos, com certeza dizer que estas são as que mais nos inspiram.

Uma organização voltada para a caridade, a E-Nable, se encaixa perfeitamente a esta descrição, já que ela utiliza a tecnologia para melhorar a qualidade de vida e transforma drasticamente a forma como as pessoas vivem o dia a dia. A organização se caracteriza por agregar uma rede global de voluntários que criam próteses de mãos para crianças em países em desenvolvimento por meio de  impressoras 3D. Uma tecnologia que não só melhora as habilidades das crianças assistidas, mas também fornece a uma  maioria que não tem outros recursos. A organização serve como mediadora, conectando pessoas que precisam de uma prótese de mão com alguém – empresa ou parceiro – com recursos para construir  e doar uma, que presta ajuda por meio de seus voluntários e  impressoras 3D.

No Brasil, um professor de engenharia chamado Filipe Wiltgen assumiu a missão E-Nable e atualmente é o coordenador latino-americano da instituição no país. Wiltgen já tinha uma impressora 3D e queria usar suas habilidades para ajudar os outros. Sendo área de engenharia e tendo experiência anterior no mercado, o professor tem know-how e compreensão intrínseca da funcionalidade de cada dispositivo, melhorando os projetos cada vez mais. Filipi, à medida que constrói as próteses, tem a oportunidade de melhorar e alterar os planos da E-Nable, que são de código aberto, por isso, deixa cada vez mais uma contribuição individual para a causa.

O mercado de tecnologia se mostra muito aberto aos projetos e dispositivos voltados às causas humanas, tornando a corrida para ajudar causas como E-Nable uma corrida cada vez mais acirrada. Uma movimentação que só faz a sociedade ganhar. O fato de manter uma tecnologia de código aberto permite a colaboração, crescimento e consolidação da ajuda a cada vez mais pessoas. Os responsáveis pelas próteses de mãos fazem melhorias constantes aos protótipos à medida em que novas ideias se formam para criar dispositivos mais eficientes para que as crianças tenham mais acessos.

A tecnologia é um mercado extremamente grande e lucrativo, mas quando o lucro é deixado de lado e o objetivo é ajudar outros seres humanos, coisas incríveis podem acontecer. E-Nable é um exemplo brilhante disso, uma organização que já soma aproximadamente 2.000 dispositivos dispositivos atendidos por 45 países. Um número que cresce a cada dia.

A PRESERVAÇÃO DE CULTURAS ANTIGAS COM A COMPUTAÇÃO EM NUVEM

Blog - A PRESERVA

por Valerie Brosseau

Frequentemente, pensamos na tecnologia como a antítese da arte e cultura. É fácil pensar que a urgência da tecnologia não se presta à criação árdua e cuidadosa da arte, nem da preservação do patrimônio cultural. A tecnologia é direta e progressiva. Pensamos nela no âmbito das comunicações, saúde, engenharia, etc., áreas que estão evoluindo rapidamente. A arte e a cultura se desenvolveram durante milênios, em um progresso muito orgânico. Apesar disso, estamos assistindo cada vez mais projetos criados com o cruzamento da arte, cultura e tecnologia.

Por exemplo, a computação em nuvem foi usada recentemente em um esforço para preservar a cultura na Região Autônoma da Mongólia Interior da China. A língua Mongol é falada por mais de 7 milhões pessoas e também é um dos idiomas oficiais de algumas partes da China, juntamente com Mandarim Chinês. Por ser culturalmente significativo para essa demografia, foi importante anotar e preservar o idioma, uma oportunidade perfeita para mostrar novas tecnologias para criar uma solução.

Um banco de dados foi criado contendo mais de 19 milhões de palavras e frases. O programa baseou-se na tecnologia de computação em nuvem. Essa região da China determinou que as indústrias de big data e de computação em nuvem são os principais atores no desenvolvimento da área e prevê que até 2020, estas indústrias valerão mais de 100 bilhões Yuan (14,5 bilhões US Dólares).

A computação em nuvem tem permitido a criação e armazenamento de dados da língua na Região Autônoma da Mongólia Interior da China e criou um programa que pode ser facilmente acessado com segurança. A preservação da língua Mongol é importante tanto para uma compreensão melhor da região, quanto para educação das gerações futuras, tudo isso possível graças à ajuda da tecnologia.

EM ARQUITETURA DE SOLUÇÕES PARA TIC: “NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO”?

EM ARQUITETURA DE SOLUÇÕES PARA TIC NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO-01

por Esmeraldino Junior

Navigare necesse; vivere non est necesse.

Pompeu

A lendária frase acima, em latim, é atribuída pelo historiador Plutarco ao general e político romano Pompeu (106-48 a.C.), que a teria dito para encorajar marinheiros amedrontados que se recusavam a navegar e enfrentar os perigos dos mares[1]. Desde então, a expressão “Navegar é preciso, viver não é preciso” têm sido amplamente recuperada e adaptada para os mais diversos cenários, motivando reflexões inclusive sobre atividades cotidianas.

A máxima de Pompeu permite interpretações. À primeira vista, parece indicar que, para o romano, a navegação seria naquele momento até mais importante do que o ato de viver. Porém, à medida que “preciso” seja entendido não a partir do verbo “precisar” (ter necessidade; carecer [2]), mas sim do adjetivo “preciso” (sinônimo de algo realizado com exatidão ou rigor; claro, evidente[3]), a expressão gera novas considerações: Enquanto a navegação é uma ciência exata, viver é impreciso, inexato, por vezes ambíguo e até mesmo contraditório.

Trazendo-a para a nossa realidade, também as melhores práticas em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nos demonstram que “navegar é preciso, viver não é preciso”. Se associarmos “navegar” ao trabalho de planejar ofertas (como projetos ou contratos) e “viver” com o conjunto das atividades humanas (administrativas, técnicas e operacionais) comprometidas na entrega dessas mesmas soluções ofertadas ao cliente – que, por sua vez, podem envolver contratempos, dificuldades, riscos e ousadia – talvez estejamos bem próximos da realidade que nos aguarda em nosso dia-a-dia profissional.  Neste caso, planejar é preciso, já entregar pode não ser preciso. Ainda assim, é possível (e até necessário) se preparar para as adversidades.

E se o seu projeto começar a navegar por soluções que geram transformação digital, migrando de ofertas de recursos de infraestrutura para facilidades de computação em nuvem, então quais frases seriam as mais adequadas para este momento? Quais se encaixariam dentro de sua atividade principal?

Como a célebre expressão de Pompeu não foi relacionada apenas à área de tecnologia, ao longo dos tempos, diversas pessoas, de diferentes áreas do conhecimento, também expressaram seus pontos de vista sobre o tema. Pensando nisso, relembre algumas dessas passagens e inspire-se:

Fernando Pessoa, “Palavras de Pórtico”[4]:

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

“Navegar é preciso, viver não é preciso”.

Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:

“Viver não é necessário; o que é necessário é criar”.

Não conto gozar a minha vida, nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser

o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;

ainda que para isso tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue

o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

FUVEST/1997[5]:

“‘Navegar é preciso, viver não é preciso’. Esta frase de antigos navegadores portugueses, retomada por Fernando Pessoa, por Caetano Veloso e sabe-se por quantos mais citadores ou reinventores, ganha sua última versão no âmbito da Informática, em que o termo navegar adquire outro e preciso sentido. Na nova acepção, em tempos de Internet[6], o lema parece mais afirmativo do que nunca. Os olhos que hoje vagueiam pela tela iluminada do monitor já não precisam nem de velas, nem de ventos, nem de fados: da vida só querem o cantinho e um quarto de onde possa o mundo flutuar em mares de virtualidades nunca dantes navegados.”.

João Kon, “Planejar é preciso, criar não é preciso, porém…”[7]:

Segundo João Kon, “A experiência de longa data de atuação na área de criatividade, através de seminários, palestras, assessoria a empresas, etc. – tornou  possível a redação de artigos que abordam diferentes facetas da criatividade. Uma nova questão a ser agora abordada, fonte de alguma controvérsia, principalmente na área de Recursos Humanos, diz respeito à relação entre Criatividade e Planejamento.”. O autor informa que enfatiza em algumas palestras, que incluem especialistas e alunos de Administração Pública que, “para atingir determinados objetivos, é necessário que se faça um planejamento adequado, embora provavelmente seu desenvolvimento não acontecerá conforme o previsto”. Por isso, seria imprescindível o planejamento. Afinal, segundo ele, “É a maneira pela qual é possível intervir em momentos adequados quando o plano sofre desvios, de modo a corrigir o rumo ou mesmo mudar os objetivos. Planejar é fundamental porque com planejamento são definidas metas, caminhos e um ponto de chegada. Conforme o conhecido ditado popular chinês: ‘não há ventos favoráveis para quem não sabe aonde quer chegar’”.

Conforme João: “(…) planejamento e criatividade não são excludentes. Muito pelo contrário, constituem um somatório de valores construindo juntos novas alternativas, mesmo correndo altos riscos. Assim, inspirado em Pompeu e Fernando Pessoa, bem como na ambiguidade do sentido da palavra ‘preciso’, a nova proposta é: Planejar é preciso, criar não é preciso, porém é preciso criar. ”.

Maria de Lourdes Netto Simões, “Viajar é preciso? ”[8]:

“Lembrando navegadores antigos, disse Fernando Pessoa: navegar é preciso, viver não é preciso. E retomou a frase gloriosa, pensando na sua própria razão de viver, daí ter afirmado: viver não é importante, o importante é criar (pórtico de Mensagem). E a sua obra aí está para testemunhar a sua certeza. Valendo-me da ideia, eu pergunto: viajar é preciso? Distanciada daqueles navegadores antigos, pelo tempo e pela tecnologia, mas próxima deles pela curiosidade sobre o desconhecido, sobre o conhecimento do outro, sobre a surpresa e o encantamento da viagem, reponho a assertiva, reformulando a sua segunda parte, pela afirmativa: Viver é preciso! Então, à luz do pensar antigo, poderia raciocinar: se viver implica conhecer, conhecer implica navegar.”.

Elimar Silva Melo, “Navegar é preciso, viver não é preciso”:

Elimar Silva Melo acredita que todos nós somos testemunhas de que, embora filhos de uma mesma família sejam criados (“navegar é preciso…”) e educados da mesma maneira, até na mesma escola, com as mesmas possibilidades e mesma atenção (ou ainda desatenção) dos pais, o resultado pessoal e profissional destes pode ser completamente diferente. Segundo ele, isso ocorre porque “viver não é preciso” e não há garantias nem fórmulas de sucesso. Sabemos, por exemplo, que se não tomamos determinados cuidados com a saúde, critérios na educação, até escolha da escola e nos atentamos para as companhias de nossos filhos, a sua integridade física e moral pode estar ameaçada, agora ou mesmo no futuro. Assim sendo, o que podemos fazer é prevenir e prepará-los, ou seja, educá-los. Afinal, educar é preparar as novas gerações para os desafios que a vida impõe, com olhos nas mudanças e alternativas que eles, possivelmente, enfrentarão no futuro.

[1] Disponível em: <http://www.uc.pt/navegar/>. Acesso em: mai. 2017.

[2] Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=precisar>. Acesso em: mai. 2017.

[3] Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=preciso>. Acesso em: mai. 2017.

[4] Nota publicada pela primeira vez na primeira edição do volume “Fernando Pessoa – Obra Poética”. PESSOA, Fernando. Obra poética. Organização, Introdução e Notas de Maria Aliete Galhoz. Rio de Janeiro: Companhia José Aguilar Editora, 1965.

[5] Disponível em: <http://www.fuvest.br/vest1997/provas/prv1fk14.stm>. Acesso em: mai. 2017.

[6] No Brasil, o acesso público à Internet só se deu a partir de maio de 1995.

[7] Disponível em: <http://www.facilita.com.br/facartigo_planejar.htm>. Acesso em: mai. 2017.

[8] Disponível em: < http://www.uesc.br/icer/artigos/viajarepreciso.pdf>. Acesso em: mai. 2017.

IT OPERATIONS ANALYTICS, O QUE SÃO?

Blog - IT OPERATIONS ANAYTICS, O QUE SÃO-01

por Antonio Fonte

As constantes mudanças e a crescente complexidade no hardware e software de um Data Center típico acabam dificultando os processos e, em alguns casos, tornam quase impossível identificar a causa-raiz dos problemas operacionais.

Simultaneamente, espera-se dos profissionais que operam os Data Centers e lidam com uma infinidade de métricas de redes e de arquivos de logs, que implementem soluções, de preferência automatizadas, rápidas e eficazes, para os problemas de desempenho e interrupções, bem como para identificar e resolver problemas potenciais antes que os processos de negócios sejam afetados.

Com o advento da Big Data, a operação de TI começou a usar esta disciplina para coletar e transformar a enorme quantidade de dados operacionais em informações relevantes e úteis para atender a demanda descrita e, com isso, surgiu IT Operations Analytics ou simplesmente ITOA.

ITOA

ITOA é, portanto, o uso de fundamentos e tecnologias de Big Data para coletar e correlacionar dados, identificar padrões e determinar causas raiz de problemas para a tomada de decisões informadas sobre operações e serviços de TI.

Ambientes de TI de médio e grande porte geralmente usam ferramentas de monitoramento de desempenho de rede (NPM) e de monitoramento de desempenho de aplicativos (APM). Mas, para identificar o problema que está afetando o desempenho do sistema ou o problema de infraestrutura que está impedindo o acesso a um aplicativo, os profissionais de operação de TI precisam saber o que está acontecendo nessas duas áreas: redes e aplicativos.

Para fazer isto o mais rápido possível, as aplicações de ITOA removem a maioria ou totalidade dos processos manuais envolvidos na correlação de alterações de infraestrutura com o desempenho dos aplicativos, reúnem dados automaticamente para fornecer uma visão em tempo real da performance e identificam anomalias e padrões para simplificar a resolução de problemas.

Como as aplicações de ITOA também fornecem análises preditivas, apontam desvios da normalidade e indicam tendências, os profissionais da operação podem melhor gerenciar recursos, evitar picos de demandas, identificar e resolver proativamente problemas antes que afetem usuários ou a empresa com gargalos e lentidão. Ou pior que este cenário, que culmine com a interrupção de serviços.

Como ITOA funciona

O software ITOA pode ser instalado localmente ou como SaaS (Software as a Service) num provedor de nuvem para coletar e armazenar dados estruturados ou não estruturados dos serviços em tempo real, incluindo sistemas operacionais, hypervisors, dispositivos de redes, sensores, aplicativos, bancos de dados, dispositivos etc. para em seguida normalizá-los e transformá-los em informações utilizáveis.

Tais informações podem incluir diferentes tipos de KPIs, como conexões de rede ativas, utilizações de CPU, padrões de uso de aplicativos, métricas de resposta do usuário, etc.

Muitas ferramentas ITOA “aprendem” o que é normal para um sistema, rede ou ambiente, criam linhas de base, identificam padrões e detectam anomalias em dados de logs e métricas de rede.

Finalmente, o software de análise de operações de TI envia alertas para um console de gerenciamento em tempo real sempre que um KPI excede um limite ou desvia-se de uma norma esperada, recomendando e priorizando ações para permitir que os administradores se concentrem nos problemas mais críticos para lidar com os de menor risco quando o tempo permitir.

ITOA ainda está evoluindo e não há um modelo padrão contra o qual avaliar as diversas ofertas do mercado. Portanto ao avaliar os diversos softwares de ITOA, leve em consideração:

Coleta e relatórios multi domínios

Uma ferramenta abrangente de análise de operações de TI deve ser capaz de pesquisar e coletar dados em tempo real em toda a infraestrutura da organização – física, virtual e em nuvem. Essas informações devem ser automaticamente correlacionadas com eventos por grupos de aplicativos, de usuários, de computadores e assim por diante, fornecendo alertas e relatórios acionáveis para solucionar problemas de desempenho e disponibilidade.

Estabelecimento de linhas de base

A ferramenta deve ter a capacidade de estabelecer linhas de base de sistema, rede ou ambiente a partir de dados de tendências históricas.

Análise automática de logs e análise preditiva

Isso inclui detecção automatizada de anomalias e análise comportamental baseada em “machine learning”. A análise preditiva usa comportamento de autoaprendizagem a partir de eventos passados para prever quando os problemas podem ocorrer no futuro ou para prever as tendências futuras para uso em planejamento de capacidade e alocação de recursos.

Escalabilidade

Se o volume de dados aumenta, o software ITOA deve ser capaz de lidar com a nova carga sem qualquer tempo de inatividade. Idealmente, o software ITOA deveria ter a permissão para ser instalado e entrar em funcionamento em minutos ou horas, ao invés de dias ou semanas. Os painéis devem ser claros, concisos e personalizáveis, permitindo solução eficiente de problemas e análises de causas raízes.

Para informações sobre ITOA e como o Grupo Cimcorp pode ajudar sua empresa a selecionar e implementar uma solução ITOA consulte um Executivo de Contas ou Arquiteto de Soluções de nossa equipe.